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Portugal

Incêndios em Lisboa e Vale do Tejo hoje

A região de Lisboa e Vale do Tejo combina a área metropolitana mais povoada do país com o interior florestal do Ribatejo e do Alto Tejo, onde a paisagem já se parece com a do Pinhal Interior e arde com a mesma severidade.

Área12 200 km²
Cobertura florestal52 %
Telefone de emergência112
Grandes incêndios históricos1
Dados meteorológicos indisponíveis

Porque arde assim

Existe um gradiente muito marcado: a faixa litoral, húmida e urbanizada, quase não regista grandes incêndios, enquanto os concelhos do interior — Mação, Sardoal, Abrantes — sofrem episódios equiparáveis aos do Centro. A Serra de Sintra, apesar do seu tamanho reduzido, é um ponto de risco pelo seu valor patrimonial e densidade de visitantes.

Quando o risco é maior

De junho a setembro, com a nortada — vento de norte persistente do verão português — como fator que acelera a propagação no interior.

O que está a arder

Pinheiro-bravo e eucalipto no Alto Tejo, montado de sobreiro e azinheira no Ribatejo, e mato atlântico na Serra de Sintra, com espécies exóticas invasoras como a acácia que aumentam consideravelmente a carga de combustível.

Zonas de maior risco

Os concelhos do Alto Tejo — Mação, Sardoal, Abrantes e Vila de Rei — apresentam o mesmo perfil que o Pinhal Interior. Na faixa litoral, a Serra de Sintra e a Serra da Arrábida concentram risco pelo seu valor patrimonial, pela pressão de visitantes e pela presença de acácia invasora, que multiplica a carga de combustível.

Como ler o mapa aqui

A área metropolitana de Lisboa concentra indústria e refinarias que geram deteções térmicas recorrentes nas mesmas coordenadas. Não as confundas com incêndios florestais: verifica se o ponto aparece dia após dia na mesma posição exata.

Grandes incêndios históricos

  1. 2017

    Mação e Sardoal

    30 000 ha

    O concelho de Mação perdeu mais de metade da sua área florestal na vaga de agosto de 2017.

Autoridade competente

ANEPC · Comando Regional de Lisboa e Vale do Tejo

Outras regiões

Região Norte

A Região Norte é a região com mais incêndios florestais de toda a península ibérica em número absoluto de focos. A sua estrutura de propriedade — parcelas minúsculas, muitas delas sem dono identificado — torna praticamente impossível a gestão preventiva do combustível à escala da paisagem.

Região Centro

A Região Centro é a região mais castigada pelo fogo de toda a Europa ocidental. Aqui ocorreu Pedrógão Grande em junho de 2017, o incêndio que mudou a política florestal portuguesa e europeia, e aqui concentra-se a maior área ardida acumulada das últimas duas décadas.

Alentejo

O Alentejo tem menos incêndios do que o norte do país, mas quando arde fá-lo sobre áreas muito grandes. O montado — o sistema agroflorestal de sobreiro e azinheira — é relativamente resistente ao fogo, mas o mato que cresce entre o arvoredo quando se abandona a exploração muda essa equação por completo.

Algarve

O Algarve concentra o seu risco numa faixa muito concreta: a Serra de Monchique e a Serra do Caldeirão, a norte da zona turística. A costa quase não arde, mas a serra interior sofreu dois dos maiores incêndios da história recente de Portugal.

Madeira

A Madeira é uma ilha montanhosa de encostas extremamente acentuadas, com núcleos urbanos encaixados entre o mar e a montanha. Essa geometria faz com que um incêndio na encosta alta ameace diretamente a cidade situada abaixo, como aconteceu no Funchal em 2016.

Açores

Os Açores são, de longe, a região com menor incidência de incêndios florestais de todo o território ibérico. O seu clima oceânico, com precipitação repartida ao longo do ano e humidade relativa quase sempre acima dos 75 %, mantém a vegetação num estado que raramente permite a propagação do fogo.

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