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Espanha

Incêndios em Comunidade de Madrid hoje

Madrid tem uma área florestal modesta mas uma exposição altíssima: centenas de urbanizações dispersas pela serra de Guadarrama e pela serra oeste colocam dezenas de milhares de pessoas em contacto direto com o monte. Aqui um incêndio de 500 hectares pode ter mais impacto social do que um de 5.000 numa zona despovoada.

Área8028 km²
Cobertura florestal48 %
Telefone de emergência112
Grandes incêndios históricos1
Dados meteorológicos indisponíveis

Porque arde assim

A pressão humana é o fator dominante: a enorme afluência recreativa à serra multiplica as ignições acidentais, e as infraestruturas lineares — estradas, linhas elétricas, via-férrea — são uma origem recorrente de focos nos meses secos.

Quando o risco é maior

De junho a setembro, com o máximo na segunda quinzena de julho e em agosto, quando a serra combina temperaturas extremas com a máxima afluência de visitantes.

O que está a arder

Pinheiro-silvestre nas cotas altas do Guadarrama, pinheiro-manso e azinhal nas médias, e esteval e giestal na serra oeste, a zona onde se concentram os incêndios de maior área da comunidade.

Zonas de maior risco

A serra oeste é a zona de maior área ardida: Cadalso de los Vidrios, Cenicientos, San Martín de Valdeiglesias e Robledo de Chavela, com esteval e pinhal em declive. No norte, os arredores do Parque Nacional de Guadarrama e os pinhais de Cercedilla e Navacerrada, onde o risco é marcado pela enorme afluência de visitantes.

Como ler o mapa aqui

A ilha de calor urbana da capital não gera deteções de incêndio: o sensor procura anomalias térmicas muito localizadas e de alta temperatura, não superfícies temperadas extensas. Os focos que vires dentro da área metropolitana costumam ser incêndios de aterro ou de vegetação em terrenos baldios.

Grandes incêndios históricos

  1. 2019

    Cadalso de los Vidrios

    3000 ha

    Um incêndio na serra oeste que obrigou a desalojar várias urbanizações e mostrou a vulnerabilidade da interface urbano-florestal madrilena.

Autoridade competente

Comunidade de Madrid · Corpo de Bombeiros

Outras regiões

Galiza

A Galiza concentra ano após ano o maior número de incêndios florestais de Espanha, ainda que nem sempre a maior área ardida. A combinação de um minifúndio florestal extremamente fragmentado, manchas de eucalipto e pinheiro de crescimento rápido e uma altíssima densidade de núcleos rurais dispersos faz com que aqui o fogo chegue às casas com uma facilidade sem equivalente no resto da península.

Castela e Leão

Castela e Leão é a comunidade mais extensa de Espanha e, desde 2022, a que sofreu os incêndios de maior área do país. O seu problema não é a frequência mas a escala: poucos incêndios, mas capazes de percorrer dezenas de milhares de hectares em dias com vento e temperaturas extremas.

Astúrias

As Astúrias são o melhor exemplo peninsular de que os incêndios florestais não são um fenómeno exclusivamente estival. Aqui a maior parte da área arde no inverno e início da primavera, quando o vento sul resseca o mato das encostas e as queimadas para regenerar pasto escapam ao controlo.

Andaluzia

A Andaluzia conta com o dispositivo contra incêndios mais veterano e numeroso de Espanha, o Plano INFOCA, e ainda assim concentra alguns dos incêndios tecnicamente mais complexos da Europa. A razão está nas suas serras litorais: declives fortes, manchas contínuas de pinhal e mato, e uma interface urbano-florestal densamente povoada.

Estremadura espanhola

A Estremadura espanhola combina duas paisagens de fogo muito distintas: o montado do sul e do centro, um sistema agroflorestal que arde com relativa lentidão, e as serras do norte de Cáceres, com manchas de pinheiro e mato em declive onde ocorrem os grandes incêndios da comunidade.

Canárias

As Canárias têm um regime de incêndios que não se parece com nenhum outro do território espanhol. O relevo extremo, com desníveis de mais de 3.000 metros em poucos quilómetros, gera comportamentos do fogo que os modelos peninsulares não preveem bem, e o isolamento insular limita muito a capacidade de reforço com meios externos.

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